Coluna vertebral

Hérnia de disco tem cura? Quando é preciso operar?

Dr. Michael Minsu Shu, cirurgião de colunaDr. Michael Minsu Shu · CRM-SP 170385 · RQE 128759 (Ortopedia e Traumatologia) · Revisado em 19/10/2026

A hérnia de disco melhora sem cirurgia na grande maioria dos casos: de 80% a 90% dos pacientes ficam livres dos sintomas a longo prazo[1]. A cirurgia é indicada quando há fraqueza importante, sinais de síndrome da cauda equina ou dor que piora[1]. Quando a cirurgia é indicada, prefiro a endoscopia, com incisões de menos de 1 cm. A decisão é sempre individual, depois da avaliação de um especialista em coluna.

Hérnia de disco tem cura sem cirurgia?

A hérnia de disco melhora sem cirurgia na grande maioria dos casos: os sintomas desaparecem em 60% a 80% dos pacientes em 6 a 12 semanas e em 80% a 90% a longo prazo, segundo uma revisão de 2024[1].

Ilustração de uma hérnia de disco lombar: parte do disco sai do lugar e comprime a raiz nervosa
Hérnia de disco lombar: parte do disco sai do lugar e comprime a raiz nervosa.

No meu consultório, a grande maioria dos pacientes melhora com tratamento conservador bem feito, que controla a dor e dá tempo para a hérnia regredir. O plano, individual, inclui fisioterapia motora, medicação para a dor e mudanças de hábitos. Os exercícios de estabilização da coluna têm evidência moderada de benefício em uma revisão sistemática de 2010, com 18 ensaios e 1.671 pacientes[6].

O próprio corpo pode reabsorver a hérnia de disco[7]. Na minha experiência, as hérnias recentes têm mais chance; as antigas, endurecidas e aderidas ao nervo dificilmente se reabsorvem, e exercícios de extensão da lombar não resolvem esses casos. É também a observação do Dr. Heo Dong-hwa, cirurgião de coluna do Hospital Cheongdam Harrison, na Coreia do Sul, em aula publicada em fevereiro de 2026.

Quanto tempo leva para a crise de hérnia de disco melhorar?

A crise de hérnia de disco melhora em 6 a 12 semanas em 60% a 80% dos pacientes, segundo uma revisão de 2024[1]. Nos meus pacientes, a melhora completa costuma levar de 3 a 6 meses, e faço a primeira reavaliação 1 mês após o início do tratamento.

A reabsorção da hérnia acontece principalmente nos primeiros 6 meses, como mostrou uma metanálise de 2024 com 2.233 pacientes tratados sem cirurgia[7].

O acompanhamento tem etapas:

  1. Primeiro mês: tratamento conservador e reavaliação.
  2. Por volta de 3 meses: ponto de decisão. Se a hérnia não diminuiu até lá, dificilmente vai desaparecer sem cirurgia, como ensina o cirurgião coreano Dr. Heo Dong-hwa em aula publicada em fevereiro de 2026 e como vejo no consultório.
  3. De 3 a 6 meses: melhora completa na maioria dos meus pacientes.

Quando a hérnia de disco é grave?

A hérnia de disco é grave quando comprime o nervo a ponto de causar fraqueza nas pernas ou dormência que piora com o tempo[1]. Perda do controle da urina ou das fezes indica síndrome da cauda equina e pede pronto-socorro imediato[1].

Sinais que não podem esperar:

SinalO que fazer
Formigamento ou dormência nas pernas que aumenta com o tempoProcurar o médico ou o pronto-socorro
Fraqueza em uma ou nas duas pernasProcurar o médico ou o pronto-socorro
Alteração para urinar ou evacuarPronto-socorro imediato
Dormência na região íntimaPronto-socorro imediato

A síndrome da cauda equina aparece em cerca de 1% a 1,5% dos casos de hérnia de disco e é uma emergência cirúrgica, de acordo com uma revisão de 2025[8]. Não há prazo seguro para esperar: quanto mais cedo a descompressão, provavelmente melhor para os nervos, concluiu uma revisão sistemática de 2014[9].

A fraqueza importante ou que piora é indicação de cirurgia precoce, e a fraqueza leve é avaliada caso a caso[1]. Em uma subanálise de 2014 de um ensaio randomizado, com 150 pacientes com fraqueza (84% moderada e 16% grave), a força voltou mais rápido com a cirurgia precoce, mas em 1 ano a recuperação completa foi igual: 81% com cirurgia precoce e 80% com tratamento conservador[10].

A hérnia que aparece na ressonância é sempre a causa da dor?

A hérnia que aparece na ressonância nem sempre é a causa da dor: alterações do disco são comuns em pessoas sem nenhum sintoma e aumentam com a idade[2]. O diagnóstico depende de ligar o exame à história e ao exame físico.

Dr. Michael Minsu Shu analisa imagens de ressonância magnética da coluna lombar no consultório
A ressonância é analisada junto com a história e o exame físico do paciente. Dados de paciente desfocados.

Em uma revisão sistemática de 2015 com 3.110 pessoas sem dor, essas alterações do disco aumentam com a idade[2]:

Achado na ressonância de pessoas sem dorAos 20 anosAos 80 anos
Protrusão discal (um tipo de hérnia)29%43%
Abaulamento discal30%84%
Degeneração do disco37%96%

Mas a hérnia pode ser a culpada: em adultos de até 50 anos, protrusão, extrusão e abaulamento são mais frequentes em quem tem dor lombar, como mostrou uma metanálise de 2015 com 3.097 pessoas[11].

Eu brinco que o tamanho não é documento. A hérnia é como uma pedra no sapato: uma pedra grande bem acomodada deixa andar quilômetros; uma pedrinha no lugar errado não deixa andar 100 metros. Na minha experiência, o lugar da hérnia e o jeito como aperta o nervo pesam mais que o tamanho. Por isso, digo aos meus pacientes: "Não tratamos o exame, mas sim o paciente."

Quando é preciso operar a hérnia de disco?

A cirurgia da hérnia de disco é indicada quando há fraqueza importante, sinais de cauda equina ou dor que piora[1]. Também indico a cirurgia quando a dor não melhora com o tratamento conservador e a infiltração, sempre em decisão compartilhada com o paciente.

No meu consultório, o caminho costuma ser este:

  1. Tratamento conservador, com reavaliação em 1 mês.
  2. Só dor, sem melhora: a infiltração é a primeira opção considerada, e a cirurgia também é apresentada ao paciente.
  3. Dor com fraqueza ou alteração de sensibilidade: decisão de cirurgia.
  4. Sinais de cauda equina, em qualquer fase: pronto-socorro imediato.

Na infiltração, aplico perto do nervo pinçado medicações que reduzem a dor e a inflamação nas primeiras semanas; é uma opção para quem segue com dor sem alteração neurológica ou não quer operar. Mas em uma revisão Cochrane de 2020, com 25 ensaios e 2.470 pacientes, o efeito médio foi pequeno e pode não ser clinicamente importante[12].

A cirurgia alivia a dor na perna mais rápido que o tratamento sem cirurgia, e a diferença diminui até ficar desprezível em 12 meses, em uma metanálise de 2023 com 24 ensaios (1.711 pacientes nos de discectomia)[13]. Oriento assim: quem pode esperar o tratamento conservador fazer efeito pode aguardar; para quem precisa voltar às atividades mais rápido, a cirurgia pode ser mais adequada.

Infográfico com as quatro etapas do caminho do tratamento da hérnia de disco: tratamento conservador com reavaliação em 1 mês; infiltração quando há só dor; cirurgia quando há fraqueza ou alteração de sensibilidade; pronto-socorro imediato nos sinais de cauda equina
Resumo visual do caminho do tratamento.

Quais são as opções de cirurgia para hérnia de disco?

A hérnia de disco pode ser operada por microcirurgia ou por endoscopia, uniportal ou biportal, com resultados equivalentes na literatura[3, 4]. Eu prefiro a endoscopia: na biportal, os estudos mostram internação mais curta[4], e vejo menor agressão à musculatura nos exames de inflamação e nas ressonâncias depois da cirurgia.

Nas minhas cirurgias, na endoscopia biportal (UBE, do inglês unilateral biportal endoscopy), câmera e instrumentos entram por duas incisões de menos de 1 cm; na uniportal, por uma só. Na minha visão, a gente faz o mesmo que na cirurgia aberta, machucando menos músculo.

ComparaçãoO que os estudos mostram
Endoscopia transforaminal × microcirurgiaSem diferença de dor na perna e função em 3 a 6 e em 12 meses; metanálise de 2021 com 14 estudos[3]
Biportal (UBE) × microcirurgiaMesma eficácia, com internação mais curta e menor sangramento na UBE; metanálise de 2024 com 1.001 pacientes[4]
Pontos fracos da endoscopiaMais formigamento passageiro, fragmento residual e nova cirurgia em estudos de coorte[14]

Conheci a cirurgia da coluna primeiro como paciente: em 2010, ainda na faculdade, operei uma hérnia de disco. Continuei treinando, fui um péssimo paciente, e a hérnia voltou; precisei operar de novo. Foi essa experiência que me levou à cirurgia minimamente invasiva. Fiz minha formação em cirurgia endoscópica da coluna na Coreia do Sul, entre 2021 e 2024, em cinco hospitais (saiba mais).

Como é a cirurgia endoscópica da hérnia de disco?

A cirurgia endoscópica da hérnia de disco é feita por incisões de menos de 1 cm, com uma câmera e instrumentos finos. Nas minhas cirurgias, uso anestesia geral, a operação leva cerca de 30 minutos e a grande maioria vai para casa no mesmo dia ou no seguinte.

Cirurgia endoscópica da coluna: o cirurgião opera guiado pela imagem da câmera no monitor
Cirurgia endoscópica da coluna: o cirurgião opera guiado pela imagem da câmera no monitor.
  1. Anestesia geral. Em pacientes com contraindicação à anestesia geral, é possível operar com sedação e anestesia local.
  2. Na técnica biportal, duas pequenas incisões: uma para a câmera e outra para os instrumentos.
  3. Retirada do fragmento herniado e busca de fragmentos soltos dentro do disco.
  4. Anuloplastia: cauterização do orifício no anel do disco, fechando-o.
  5. Primeira sessão de fisioterapia ainda no hospital e, na grande maioria dos casos, alta no mesmo dia ou no dia seguinte.

Uma metanálise de 2023, com 549 pacientes operados por endoscopia interlaminar, comparou anestesia local e geral: dor, função e lesão de nervo ou da dura-máter foram semelhantes[15].

Como é a recuperação depois da cirurgia de hérnia de disco?

A recuperação depois da cirurgia endoscópica de hérnia de disco, nos meus pacientes, costuma permitir dirigir e voltar ao trabalho de escritório nos primeiros dias e à academia, aos poucos, a partir de 3 semanas, com fisioterapia no primeiro mês.

Sempre digo que o tratamento não termina na cirurgia: a fisioterapia é parte essencial. Exercícios iniciados 4 a 6 semanas após a cirurgia melhoram a dor e a função a curto prazo, com evidência de qualidade baixa a muito baixa, e nenhum dos 22 ensaios de uma revisão Cochrane de 2014, com 2.503 pacientes, mostrou aumento de nova cirurgia[16].

Nas primeiras semanas, oriento a regra BLT (do inglês bending, lifting, twisting) para proteger o disco em recuperação:

  • não dobrar a coluna para a frente e para trás em excesso;
  • não carregar mais de 5 kg;
  • não torcer o tronco.

A regra BLT é uma orientação minha: ainda faltam estudos de qualidade para saber se restringir atividades previne a volta da hérnia[5].

Quais são os riscos da cirurgia de hérnia de disco?

A cirurgia de hérnia de disco tem riscos que o paciente precisa conhecer: complicações ocorrem em 5,5% a 13,3% dos casos, conforme a técnica, em duas metanálises de 2015 e 2022, e incluem lesão do nervo, lesão da dura-máter, hematoma, infecção e volta da hérnia[14, 17].

Taxas por técnica (metanálise de 2015, 42 estudos)[17]:

RiscoMicrocirurgia abertaMicroendoscópicaPercutânea
Alguma complicação12,5%13,3%10,8%
Lesão direta da raiz nervosa2,6%0,9%1,1%
Déficit neurológico novo ou piora1,3%3,0%1,6%
Hematoma0,5%1,2%0,6%
Infecção ou problema na ferida2,1%1,2%0,5%
Volta da hérnia4,4%3,1%3,9%
Nova cirurgia7,1%3,7%10,2%

"Percutânea", no estudo, não é necessariamente endoscopia completa.

A hérnia de disco pode voltar depois da cirurgia?

A hérnia de disco pode voltar depois da cirurgia em cerca de 5% dos casos, segundo o consenso de 2024 da Federação Mundial de Sociedades de Neurocirurgia (WFNS)[5]. Tabagismo, obesidade, diabetes e idade mais jovem aumentam o risco.

Na minha opinião, essa taxa deve ser lida com cuidado, porque detalhes técnicos da cirurgia, ainda em discussão entre especialistas, influenciam o resultado. Uma metanálise de 2025, com 22 estudos e 4.068 pacientes, encontrou 3,69% de recidiva na microendoscopia e 6,08% na endoscopia transforaminal[18]; outra, de 2025, com 27 ensaios e 4.633 pacientes, não encontrou diferença entre as técnicas em 1 ano[19].

Foi assim que aprendi a operar na Coreia do Sul: retirar só o fragmento herniado, buscar fragmentos soltos no disco e fazer a anuloplastia na sequência. É o que faço, embora não haja estudos que mostrem que a anuloplastia reduz a recidiva. Os estudos mostram que retirar mais disco não diminui a recidiva[20, 5] e que retirar só o fragmento traz menos dor lombar[20], com recidiva semelhante quando a ruptura do anel do disco é pequena[21]. Há ainda a hipótese de que retirar mais disco acelere a perda de altura do disco[22].

Quando a hérnia volta, reavalio o paciente. Se a descompressão da raiz nervosa foi ampla, vejo que uma hérnia nova muitas vezes dá menos sintomas que a primeira e pode ser tratada sem cirurgia. Com sintomas neurológicos novos, faço a revisão da discectomia por endoscopia, que teve menos complicações que a cirurgia aberta tradicional em uma metanálise de 2022 com 906 pacientes[23].

Na hérnia que volta, a artrodese só é considerada quando há instabilidade da coluna ou deformidade[5]. Eu também a considero quando o disco perde a função e a dor não melhora com tratamento conservador nem infiltrações.

Perguntas frequentes

O que é hérnia de disco?

Gosto de explicar assim: o disco é uma espécie de amortecedor entre as vértebras. A hérnia de disco acontece quando a capa externa desse amortecedor se rompe e o conteúdo de dentro, mais gelatinoso, sai do lugar. Quando aperta o nervo, pode inflamá-lo e causar dor; nem toda hérnia dá sintomas.

Hérnia de disco pode deixar a pessoa paraplégica?

A paralisia é rara. A complicação mais grave da hérnia lombar, a síndrome da cauda equina, ocorre em cerca de 1% a 1,5% dos casos[8]. Alteração para urinar ou evacuar e dormência na região íntima pedem pronto-socorro imediato, porque a cirurgia precoce provavelmente favorece a recuperação dos nervos[9].

Quem tem hérnia de disco pode fazer academia ou pegar peso?

No meu consultório, vejo que academia e carregar peso podem aumentar a dor no início do tratamento. Ao longo do tratamento sem cirurgia, esses exercícios voltam aos poucos e ajudam na recuperação, sempre com acompanhamento do fisioterapeuta e do médico, que avaliam a evolução.

Durante a crise de hérnia de disco, é melhor ficar de repouso?

Não é preciso ficar de cama. Uma revisão Cochrane de 2010 mostrou que, em pessoas com dor ciática, a orientação de repouso na cama e a de manter-se ativo tiveram resultados parecidos[24]. O ideal é seguir com as atividades que a dor permite, dentro do plano de tratamento.

Qual exame detecta hérnia de disco?

A ressonância magnética é o exame que uso para ver a hérnia de disco. Mas o diagnóstico depende de ligar a imagem à história e ao exame físico, porque hérnias também aparecem em pessoas sem dor[2]. Sigo uma regra: não tratamos o exame, mas sim o paciente.

Qual médico procurar para hérnia de disco?

O cirurgião de coluna, ortopedista ou neurocirurgião com formação em cirurgia da coluna. O Registro de Qualificação de Especialista (RQE) de cada médico pode ser conferido no portal do Conselho Federal de Medicina. Se houver dúvida sobre a conduta, recomendo buscar uma segunda e até uma terceira opinião, para decidir com mais segurança e tranquilidade.

Como evitar novas crises de hérnia de disco?

Tabagismo, obesidade e diabetes aumentam o risco de a hérnia voltar depois da cirurgia, de acordo com um consenso internacional de 2024[5]. Por isso, oriento não fumar, controlar o peso e o diabetes e manter o fortalecimento com a fisioterapia, embora ainda faltem estudos que comprovem o efeito dessas medidas.

Toda dor ciática é hérnia de disco?

Não. No meu consultório, vejo que outras doenças, como a síndrome do piriforme e a sacroileíte, podem causar uma dor parecida com a da hérnia de disco. Por isso, a dor ciática precisa de uma investigação detalhada com um especialista, para identificar a causa.

Referências

  1. Kögl N, Petr O, Löscher W, et al. Lumbar disc herniation: the significance of symptom duration for the indication for surgery. Dtsch Arztebl Int. 2024. PMID: 38835174
  2. Brinjikji W, Luetmer PH, Comstock B, et al. Systematic literature review of imaging features of spinal degeneration in asymptomatic populations. AJNR Am J Neuroradiol. 2015. PMID: 25430861
  3. Gadjradj PS, Harhangi BS, Amelink J, et al. Percutaneous transforaminal endoscopic discectomy versus open microdiscectomy for lumbar disc herniation: a systematic review and meta-analysis. Spine (Phila Pa 1976). 2021. PMID: 33290374
  4. Feng Z, Zhao Z, Cui W, et al. Unilateral biportal endoscopic discectomy versus microdiscectomy for lumbar disc herniation: a systematic review and meta-analysis. Eur Spine J. 2024. PMID: 38388729
  5. Zileli M, Oertel J, Sharif S, et al. Lumbar disc herniation: prevention and treatment of recurrence: WFNS spine committee recommendations. World Neurosurg X. 2024. PMID: 38385057
  6. Hahne AJ, Ford JJ, McMeeken JM. Conservative management of lumbar disc herniation with associated radiculopathy: a systematic review. Spine (Phila Pa 1976). 2010. PMID: 20421859
  7. Zou T, Liu XY, Wang PC, et al. Incidence of spontaneous resorption of lumbar disc herniation: a meta-analysis. Clin Spine Surg. 2024. PMID: 37559207
  8. Heider FC, Siepe CJ. [Lumbar disc herniation]. Orthopadie (Heidelb). 2025. PMID: 39613966
  9. Chau AM, Xu LL, Pelzer NR, et al. Timing of surgical intervention in cauda equina syndrome: a systematic critical review. World Neurosurg. 2014. PMID: 24240024
  10. Overdevest GM, Vleggeert-Lankamp CL, Jacobs WC, et al. Recovery of motor deficit accompanying sciatica: subgroup analysis of a randomized controlled trial. Spine J. 2014. PMID: 24200407
  11. Brinjikji W, Diehn FE, Jarvik JG, et al. MRI findings of disc degeneration are more prevalent in adults with low back pain than in asymptomatic controls: a systematic review and meta-analysis. AJNR Am J Neuroradiol. 2015. PMID: 26359154
  12. Oliveira CB, Maher CG, Ferreira ML, et al. Epidural corticosteroid injections for lumbosacral radicular pain. Cochrane Database Syst Rev. 2020. PMID: 32271952
  13. Liu C, Ferreira GE, Abdel Shaheed C, et al. Surgical versus non-surgical treatment for sciatica: systematic review and meta-analysis of randomised controlled trials. BMJ. 2023. PMID: 37076169
  14. Yang CC, Chen CM, Lin MH, et al. Complications of full-endoscopic lumbar discectomy versus open lumbar microdiscectomy: a systematic review and meta-analysis. World Neurosurg. 2022. PMID: 36527213
  15. Han L, Yin J, Jiang X, et al. Local anesthesia versus general anesthesia in percutaneous interlaminar endoscopic discectomy: a meta-analysis. Clin J Pain. 2023. PMID: 36988321
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  17. Shriver MF, Xie JJ, Tye EY, et al. Lumbar microdiscectomy complication rates: a systematic review and meta-analysis. Neurosurg Focus. 2015. PMID: 26424346
  18. Liu S, Zhang X, Xiong Y, et al. Minimally invasive surgery for lumbar disc herniation: a meta-analysis of efficacy and safety. Int J Surg. 2025. PMID: 40434733
  19. Song K, Liang J, Zhang M, et al. Comparison of different treatments for lumbar disc herniation: a network meta-analysis and systematic review. BMC Surg. 2025. PMID: 40611244
  20. Ran J, Hu Y, Zheng Z, et al. Comparison of discectomy versus sequestrectomy in lumbar disc herniation: a meta-analysis of comparative studies. PLoS One. 2015. PMID: 25815514
  21. Fakouri B, Shetty NR, White TC. Is sequestrectomy a viable alternative to microdiscectomy? A systematic review of the literature. Clin Orthop Relat Res. 2015. PMID: 25183219
  22. Kursumovic A, Muir JM, Ammerman J, et al. The disability cascade: a preventable consequence of the loss of disc height following lumbar microdiscectomy. Cureus. 2019. PMID: 31528519
  23. Zhao K, Li LD, Li TT, et al. Percutaneous endoscopic lumbar discectomy for the treatment of recurrent lumbar disc herniation: a meta-analysis. Biomed Res Int. 2022. PMID: 36124069
  24. Dahm KT, Brurberg KG, Jamtvedt G, et al. Advice to rest in bed versus advice to stay active for acute low-back pain and sciatica. Cochrane Database Syst Rev. 2010. PMID: 20556780

Assinatura do autor

Texto revisado e assinado por Dr. Michael Minsu Shu · CRM-SP 170385 · RQE 128759 (Ortopedia e Traumatologia) · 19/10/2026

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