Coluna vertebral

Estenose do canal lombar: o que é, tem cura e quando operar?

Dr. Michael Minsu Shu, cirurgião de colunaDr. Michael Minsu Shu · CRM-SP 170385 · RQE 128759 (Ortopedia e Traumatologia) · Revisado em 22/10/2026

A estenose do canal lombar é o fechamento progressivo do espaço por onde passam os nervos na coluna, que acaba apertando os nervos das pernas. O canal não volta a alargar sozinho, mas a estenose tem tratamento: nos casos leves, fisioterapia e remédio; quando os sintomas limitam a vida, a cirurgia libera os nervos, hoje muitas vezes por endoscopia e sem parafusos.

O que é estenose do canal lombar?

A estenose do canal lombar é o fechamento progressivo do espaço por onde passam os nervos na coluna lombar, com compressão desses nervos. Aparece principalmente em pessoas mais velhas, por desgaste do disco, do ligamento e das articulações.

Três coisas se somam: o disco perde altura e abaula; o ligamento amarelo, que fica junto aos nervos, engrossa; e as articulações formam "bicos de papagaio". O Dr. Omar Ramos, cirurgião de coluna nos Estados Unidos, compara o ligamento a "uma cortina fina que vira um cobertor grosso de lã", em vídeo de 2026.

Hérnia de disco × estenose do canal: na estenose, o canal se fecha pelo disco, pelo ligamento e pelas articulações (ilustração: Naver Search, legendas traduzidas)
Hérnia de disco × estenose do canal: na estenose, o canal se fecha pelo disco, pelo ligamento e pelas articulações (ilustração: Naver Search, legendas traduzidas)

A hérnia de disco é diferente: é o material mole do disco que sai do lugar, mais comum em jovens, e pode ser reabsorvida. O canal estreito não volta a alargar. Mas os sintomas podem ficar estáveis: num estudo sueco, de 19 pacientes acompanhados sem cirurgia por cerca de 2 anos e meio, 58% ficaram iguais e 33% melhoraram[4]; num estudo japonês de 2025, quem não tratou não teve piora da qualidade de vida em 1 ano[5]. Mesmo assim, o acompanhamento com o médico é importante.

Quais são os sintomas? Por que a perna melhora ao sentar?

Na estenose lombar, a queixa principal é nas pernas: peso, dormência ou uma sensação estranha ao caminhar, que pode vir com dor. A pessoa para várias vezes para descansar e melhora ao sentar ou ao se inclinar para a frente.

No consultório, o paciente conta que anda mais curvado e que para no meio da caminhada. A dor nas costas pode vir junto. Inclinar o tronco abre o canal, e o Dr. Omar Ramos, cirurgião de coluna nos Estados Unidos, chama de "sinal do carrinho de compras", em vídeo de 2026: a pessoa que se debruça no carrinho consegue andar mais.

Na má circulação das pernas (claudicação vascular), basta parar de andar, mesmo em pé, para a dor passar. Na estenose, é preciso sentar ou se inclinar.

O paciente costuma achar que andar menos e ter dor nas pernas é normal da idade. Não é: muitas vezes é estenose, e hoje existem tratamentos menos invasivos que a cirurgia aberta.

Quando a estenose lombar é grave?

A estenose lombar é grave quando há fraqueza nas pernas, perda do controle da urina ou das fezes (que pede pronto-socorro) ou quando a distância de caminhada cai mês a mês.

Os sintomas costumam evoluir de dor para dormência e, por último, para fraqueza, como descreve o Dr. Grant Cooper, especialista em coluna nos Estados Unidos, em vídeo de 2023.

No idoso, existe um sinal que costuma passar despercebido: a perda progressiva da autonomia. O idoso deixa aos poucos as atividades habituais, anda menos e passa mais tempo sentado. Isso alimenta uma cascata de piora: menos caminhada, perda de músculo pelo sedentarismo e mais dependência. Nesses casos, faço questão de discutir a cirurgia com o paciente. Num estudo de 2020 com 235 pacientes, idosos com perda de massa muscular tinham menos autonomia antes da cirurgia, e os operados passaram a andar mais rápido[6].

Uma armadilha: a dor que diminui nem sempre é melhora. Pode ser o nervo perdendo a sensibilidade.

O exame de imagem mostra metade da história. Num estudo populacional japonês de 2013 com 938 pessoas, 77,9% tinham estenose moderada ou maior na ressonância, mas só 17,5% dos que tinham estenose grave sentiam sintomas[1]. A história do paciente é soberana.

O contrário também acontece: ressonância normal e sintomas de estenose. A ressonância é feita deitado, e o canal pode se fechar quando a pessoa fica em pé. Num estudo de 2011 que comparou exames feitos deitado e em pé, em pacientes diferentes, a estenose apareceu em 38,8% e em 56,7%, respectivamente[7]. O exame com carga também se relacionou melhor com a distância de caminhada[8].

Ressonância da coluna lombar do mesmo paciente: deitado, o canal parece livre; em pé, ele se fecha
Ressonância da coluna lombar do mesmo paciente: deitado, o canal parece livre; em pé, ele se fecha

Estenose lombar tem cura sem cirurgia?

A estenose lombar leve pode ser controlada sem cirurgia, com fisioterapia e remédios. Nos casos leves, faço esse tratamento por 1 a 2 meses antes de pensar em cirurgia.

Na estenose, prefiro não infiltrar a coluna. Num ensaio randomizado de 2014 com 400 pacientes, publicado no New England Journal of Medicine, a infiltração com corticoide trouxe benefício mínimo ou nenhum em 6 semanas, em relação ao anestésico sozinho[9].

Na dor crônica por desgaste da coluna, caminhadas leves e graduais ajudam mais que o repouso, recomendam os Drs. Heo Dong-hwa e Kim Myung-hoon, neurocirurgiões do Hospital Cheongdam Harrison, em vídeo de 2026.

Remédios para dor no nervo, como gabapentina e pregabalina, não foram melhores que o placebo num ensaio de 2025 com 90 pacientes, e causaram mais tontura e sonolência[10].

Quando é preciso operar a estenose lombar?

A cirurgia da estenose lombar é considerada quando os sintomas são moderados ou graves, limitam a caminhada e a autonomia, ou quando há fraqueza. Nos casos moderados e graves, discuto a cirurgia com o paciente; nos leves, começo pelo tratamento sem cirurgia.

Os estudos mostram os dois lados. Na revisão Cochrane de 2016 (643 pacientes), nos 2 ensaios que compararam descompressão e tratamento sem cirurgia, a vantagem da cirurgia apareceu só em 2 anos, e os autores consideram a evidência fraca[11]. No estudo americano SPORT (Spine Patient Outcomes Research Trial), entre os que de fato operaram, a vantagem da cirurgia foi clara até 4 anos e diminuiu depois[12]. Num ensaio de 2015, a fisioterapia teve resultado parecido com o da cirurgia em 2 anos, mas 57% dos pacientes da fisioterapia acabaram operando[13].

"Operar cedo sem indicação é erro, mas demorar demais diante de uma estenose grave também é", resume o Dr. Heo Dong-hwa, neurocirurgião do Hospital Cheongdam Harrison, em Seul, em aula de 2026.

Como é a cirurgia de estenose lombar?

A cirurgia de estenose lombar retira o ligamento e o osso que apertam os nervos. Na minha visão, a cirurgia endoscópica, uniportal ou biportal, é hoje a primeira opção a se pensar, porque libera o canal e o nervo preservando a musculatura e as articulações.

Na minha prática, escolho a técnica conforme o caso. Na estenose de vários níveis, uso a uniportal (PSLD), que descomprime de 1 a 3 níveis por uma única incisão[14]. No canal muito fechado ou na anatomia diferente, com pedículos curtos ou lâmina muito fechada, uso a biportal, pela liberdade de movimento em espaços apertados. Com a biportal, também se tratam vários níveis: em 5 anos, os resultados foram iguais aos de um nível, com pós-operatório mais longo[15].

Visão da câmera nas duas técnicas: as duas atingem o mesmo objetivo, e a escolha depende das particularidades do caso e da experiência do cirurgião
Visão da câmera nas duas técnicas: as duas atingem o mesmo objetivo, e a escolha depende das particularidades do caso e da experiência do cirurgião

Num estudo de 2024 da Scientific Reports, em 7 centros, a cirurgia aberta, a uniportal e a biportal abriram o canal da mesma forma, mas a aberta perdeu mais músculo e aliviou menos a dor lombar[16]. Biportal e microcirurgia tiveram resultados equivalentes[17, 18], e uma metanálise achou internação mais curta na biportal[17]; uniportal e biportal tiveram resultados parecidos na maioria dos desfechos[26].

Nos meus pacientes, a estenose de 1 nível leva de 30 a 45 minutos e a de 2 níveis, cerca de 1h30. Os riscos são os de qualquer cirurgia de coluna: numa metanálise de 2023, as complicações da biportal na estenose ficaram em 8,1%, a mais comum a lesão da dura-máter[19]. Mais detalhes estão na página sobre endoscopia de coluna.

O Dr. Michael Minsu Shu durante uma cirurgia endoscópica de estenose lombar
O Dr. Michael Minsu Shu durante uma cirurgia endoscópica de estenose lombar

É possível tratar a estenose sem colocar parafusos?

Sim, na maioria dos casos. Num ensaio randomizado sueco, a descompressão sozinha, sem artrodese (fixação com parafusos), teve resultados iguais aos da descompressão com artrodese, com ou sem espondilolistese[2]. A artrodese fica para a instabilidade franca.

O Dr. Grant Cooper, especialista em coluna nos Estados Unidos, compara a coluna a um Jenga, em vídeo de 2023: se você tira peças demais, compromete a estrutura. Na endoscopia, a gente tira só o suficiente para descomprimir o canal e mantém a estabilidade.

Esse ensaio sueco, publicado no New England Journal of Medicine em 2016, teve 247 pacientes; o resultado se manteve em 5 anos, e a artrodese quase dobrou a internação[2, 20]. Na espondilolistese de baixo grau, uma metanálise de 2023 também não achou diferença, com evidência de alta qualidade[3]. Um ensaio americano menor, com 66 pacientes, achou um ganho pequeno da artrodese num escore de saúde física e menos reoperação (14% contra 34%), sem diferença na incapacidade[21].

Na espondilolistese estável e leve, faço a descompressão endoscópica, retirando só o osso necessário.

O que é estenose foraminal e como se trata?

A estenose foraminal é o fechamento do forame, a "porta de saída" de cada nervo ao lado da vértebra. Costuma causar dor que desce por uma perna, em queimação ou pontada. Na minha prática, quando limita a vida, trato com descompressão endoscópica.

A estenose central costuma dar sintomas nas duas pernas, de forma mais difusa. Na estenose foraminal, prefiro a biportal, pela capacidade de desgastar o osso preservando a articulação, importante para a estabilidade. A artrodese fica para a instabilidade do nível com sintomas ligados a ela. Num estudo de 2024 com 64 pacientes operados pela técnica uniportal, a foraminotomia endoscópica teve resultado bom ou excelente em 90,7%[22].

Como é a recuperação da cirurgia de estenose lombar?

Na minha prática, depois da descompressão endoscópica, o paciente anda no mesmo dia e, na maioria das vezes, vai para casa em menos de 24 horas. A recuperação do nervo é mais lenta: pode levar de 6 a 12 meses, e até 24 nos casos graves, segundo neurocirurgiões coreanos.

Costumo explicar assim: é como um braço apertado por muito tempo. Enquanto está apertado, o braço e a mão formigam, e depois leva um tempo para o formigamento passar. O nervo ficou meses ou anos apertado e também precisa de tempo para se readaptar.

Esses prazos são dos Drs. Hyeun Sung Kim e Jang Geun-su, neurocirurgiões do Hospital Cheongdam Harrison, em vídeo de 2026. Na minha experiência, é raro a recuperação passar de 12 meses.

PeríodoOrientação
Primeiras 4 semanasColete ao caminhar e ficar em pé
1ª semanaCaminhadas em blocos de até 30 minutos; cadeira firme, sem sofá fundo
1º mêsAtividade em 25%, 50%, 75% e 100% da capacidade, semana a semana

Uso, com colete, o protocolo do Dr. Hwang Jin-ho, ortopedista coreano, descrito em vídeo de 2022. O colete serve de educação postural: com ele, o paciente se policia mais. A reabilitação ativa depois da cirurgia melhora função e dor, segundo uma revisão Cochrane de 2014[23].

O que pode assustar e, na minha experiência, é esperado: uma dor que volta por volta do 3º ou 4º dia e melhora a partir da 2ª semana, e queimação ou frio na perna, porque o nervo, apertado por muito tempo, foi liberado. Esses sintomas costumam passar com o tempo. Já uma fraqueza antiga pode não voltar por completo.

A estenose pode voltar depois da cirurgia?

A estenose pode voltar, mas a maioria dos pacientes não precisa operar de novo. Numa coorte nacional coreana de 2020, cerca de 1 em cada 5 pacientes fez outra cirurgia na coluna lombar em 10 anos[24].

As causas são a descompressão insuficiente, o avanço do desgaste no mesmo nível ou no vizinho e o ligamento que volta a crescer. Quando a dor volta, começo pelo tratamento sem cirurgia; se ela volta com intensidade, faço a revisão da descompressão.

O Dr. Michael Minsu Shu no centro cirúrgico
O Dr. Michael Minsu Shu no centro cirúrgico

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre estenose e hérnia de disco?

A hérnia de disco é o material mole do disco que sai do lugar e aperta o nervo, mais comum em jovens. A estenose é o fechamento do canal pelo disco, pelo ligamento engrossado e pelos "bicos de papagaio", mais comum em pessoas mais velhas.

Quem tem estenose pode caminhar e fazer academia?

Pode, respeitando a distância que a dor permite. Depois da cirurgia, a atividade volta aos poucos ao longo do primeiro mês.

Idosos podem operar a estenose?

Sim. Idade, por si só, não impede a cirurgia endoscópica: numa metanálise de 2026 com 5.753 pacientes, quem tinha 80 anos ou mais melhorou tanto quanto os mais jovens, sem mais complicações[25]. No idoso, a perda de autonomia é um dos motivos para discutir a cirurgia.

Quanto custa a cirurgia de estenose e o plano cobre?

O custo soma o hospital, os materiais e a equipe médica, e muda conforme o número de níveis. O plano de saúde costuma cobrir o hospital e os materiais; a cobertura dos honorários varia, por isso vale confirmar antes, com o plano, o que está autorizado. O valor de cada caso é informado depois da avaliação.

Referências

  1. Ishimoto Y, Yoshimura N, Muraki S et al. Associations between radiographic lumbar spinal stenosis and clinical symptoms in the general population: the Wakayama Spine Study. Osteoarthritis Cartilage. 2013. PMID 23473979.
  2. Försth P, Ólafsson G, Carlsson T et al. A Randomized, Controlled Trial of Fusion Surgery for Lumbar Spinal Stenosis. N Engl J Med. 2016. PMID 27074066.
  3. Gadjradj PS, Basilious M, Goldberg JL et al. Decompression alone versus decompression with fusion in patients with lumbar spinal stenosis with degenerative spondylolisthesis: a systematic review and meta-analysis. Eur Spine J. 2023. PMID 36609887.
  4. Johnsson KE, Udén A, Rosén I. The effect of decompression on the natural course of spinal stenosis. A comparison of surgically treated and untreated patients. Spine (Phila Pa 1976). 1991. PMID 1862399.
  5. Yokota T, Kato K, Sekiguchi M et al. Untreated symptomatic lumbar spinal stenosis and health-related quality of life: the locomotive Syndrome and Health Outcome in Aizu Cohort Study (LOHAS). Eur Spine J. 2025. PMID 40105994.
  6. Sakai Y, Wakao N, Matsui H et al. Surgical results in older patients with lumbar spinal stenosis according to gait speed in relation to the diagnosis for sarcopenia. J Orthop Surg (Hong Kong). 2020. PMID 32329390.
  7. Gilbert JW, Martin JC, Wheeler GR et al. Lumbar stenosis rates in symptomatic patients using weight-bearing and recumbent magnetic resonance imaging. J Manipulative Physiol Ther. 2011. PMID 21907413.
  8. Kanno H, Ozawa H, Koizumi Y et al. Dynamic change of dural sac cross-sectional area in axial loaded magnetic resonance imaging correlates with the severity of clinical symptoms in patients with lumbar spinal canal stenosis. Spine (Phila Pa 1976). 2012. PMID 21301392.
  9. Friedly JL, Comstock BA, Turner JA et al. A randomized trial of epidural glucocorticoid injections for spinal stenosis. N Engl J Med. 2014. PMID 24988555.
  10. Chotigavanichaya C, Mekariya K, Santipas B et al. Efficacy of gabapentin and pregabalin for the treatment of neurogenic claudication in lumbar spinal stenosis: a double-blind randomized placebo-controlled trial. Asian Spine J. 2025. PMID 40858318.
  11. Zaina F, Tomkins-Lane C, Carragee E et al. Surgical versus non-surgical treatment for lumbar spinal stenosis. Cochrane Database Syst Rev. 2016. PMID 26824399.
  12. Lurie JD, Tosteson TD, Tosteson A et al. Long-term outcomes of lumbar spinal stenosis: eight-year results of the Spine Patient Outcomes Research Trial (SPORT). Spine (Phila Pa 1976). 2015. PMID 25569524.
  13. Delitto A, Piva SR, Moore CG et al. Surgery versus nonsurgical treatment of lumbar spinal stenosis: a randomized trial. Ann Intern Med. 2015. PMID 25844995.
  14. Lim KT, Nam HGW, Kim SB et al. Therapeutic Feasibility of Full Endoscopic Decompression in One- to Three-Level Lumbar Canal Stenosis via a Single Skin Port Using a New Endoscopic System, Percutaneous Stenoscopic Lumbar Decompression. Asian Spine J. 2019. PMID 30472819.
  15. Kim JE, Park EJ, Park DK. Equivalent Patient-Reported Clinical Outcomes Between Single-Level and Multilevel Biportal Endoscopic Decompression at 5-Year Follow-up. J Am Acad Orthop Surg Glob Res Rev. 2025. PMID 40956793.
  16. Hwang YH, Kim JS, Chough CK et al. Prospective comparative analysis of three types of decompressive surgery for lumbar central stenosis: conventional, full-endoscopic, and biportal endoscopic laminectomy. Sci Rep. 2024. PMID 39191792.
  17. Pranata R, Lim MA, Vania R et al. Biportal Endoscopic Spinal Surgery versus Microscopic Decompression for Lumbar Spinal Stenosis: A Systematic Review and Meta-Analysis. World Neurosurg. 2020. PMID 32147545.
  18. Park SM, Park J, Jang HS et al. Biportal endoscopic versus microscopic lumbar decompressive laminectomy in patients with spinal stenosis: a randomized controlled trial. Spine J. 2020. PMID 31542473.
  19. Chen Z, Zhou H, Wang X et al. Complications of Unilateral Biportal Endoscopic Spinal Surgery for Lumbar Spinal Stenosis: A Meta-Analysis and Systematic Review. World Neurosurg. 2023. PMID 36368457.
  20. Karlsson T, Försth P, Öhagen P et al. Decompression alone or decompression with fusion for lumbar spinal stenosis: five-year clinical results from a randomized clinical trial. Bone Joint J. 2024. PMID 38945544.
  21. Ghogawala Z, Dziura J, Butler WE et al. Laminectomy plus Fusion versus Laminectomy Alone for Lumbar Spondylolisthesis. N Engl J Med. 2016. PMID 27074067.
  22. Yu L, Dong H, Tan H et al. Uniportal Full-endoscopic Foraminotomy for Lumbar Foraminal Stenosis: Clinical Characteristics and Functional Outcomes. Orthop Surg. 2024. PMID 38841821.
  23. McGregor AH, Probyn K, Cro S et al. Rehabilitation following surgery for lumbar spinal stenosis. A Cochrane review. Spine (Phila Pa 1976). 2014. PMID 24732858.
  24. Jung JM, Chung CK, Kim CH et al. The Long-term Reoperation Rate Following Surgery for Lumbar Stenosis: A Nationwide Sample Cohort Study With a 10-year Follow-up. Spine (Phila Pa 1976). 2020. PMID 32355142.
  25. Elgeadi G, Caballero A, de Pedro M. Endoscopic Lumbar Surgery in the Elderly: An Age-Stratified Systematic Review and Meta-Analysis. Spine (Phila Pa 1976). 2026. PMID 42202774.
  26. Kaen A, Park MK, Son SK. Clinical outcomes of uniportal compared with biportal endoscopic decompression for the treatment of lumbar spinal stenosis: a systematic review and meta-analysis. Eur Spine J. 2023. PMID 36991184.

Assinatura do autor

Texto revisado e assinado por Dr. Michael Minsu Shu · CRM-SP 170385 · RQE 128759 (Ortopedia e Traumatologia) · 22/10/2026

Endereços:

Paraíso: R. Des. Eliseu Guilherme, 200, conj. 706 e 708 · Tatuapé: Clínica Cedot, R. Fernandes Pinheiro, 456

Horário de Atendimento

Segunda a Sexta - De 08h00 às 17h00

AGENDE SUA CONSULTA DE AVALIAÇÃO AGORA MESMO!

Dr. Michael Minsu Shu · Ortopedista e cirurgião de coluna em São Paulo · CRM-SP 170385 · RQE 128759 (Ortopedia e Traumatologia)

Contato

Também WhatsApp

Siga-nos